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domingo, 12 de fevereiro de 2012

O ABORTO DO AMOR

"O aborto é uma questão de saúde pública, não ideológica. Como o crack, as drogas, a dengue, como o HIV, as doença infectocontagiosas” – Eleonora Menicussi, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres – Folha de S. Paulo, 08-02-2012.

Tem sido difícil pra mim entender o que a nova ministra Eleonora quis dizer com esta frase, a não ser que é a favor do aborto.

Fiquei pensando nos comparativos que ela usou. Crack, drogas, dengue, HIV, doenças infectocontagiosas são combatidas e não propagadas.
Por exemplo: Irá se resolver o problema do crack liberando-o? Não, creio que não.

Da mesma forma não se resolverá o problema de morte de mulheres  em função de um aborto mal feito legalizando-o.

Porque somente se pensa em evitar a morte da mulher e não do filho que ela carrega?
Entendo também que a morte não é apenas física.

Em que se torna uma pessoa que passa a ter o “poder” e “direito” de fazer um aborto pelo simples fato de não desejar uma determinada gestação?

O aborto pode ir se tornando tão natural, normal, um método contraceptivo, digamos assim, que não se mata apenas o feto, mas também o afeto.

Passa a ser normal matar aquele a quem não desejo e sutilmente as pessoas, para se protegerem de sofrer, bloqueiam qualquer nutrição de amor que pudessem ter pelo filho que carregam. Não se permitem amá-lo.  Aliás, não querem nem pensar que carregam um filho. Iludem-se de que não estão gerando nada,  absorvendo diversas teorias enganosas que divagam sobre quando a vida realmente começa. E assim vão matando e se matando.

Fico pensando também na nossa capacidade de escolher os caminhos mais tortos pra encontrar soluções para os problemas que criamos.

Sou mulher, mas concordar com certos “direitos” que muitas mulheres julgam ter é impossível.
Não entendo quando uma mulher alega que o aborto deve ser legalizado porque ela tem o direito  de decidir sobre seu próprio corpo.

Onde o direito dela foi privado? Ela assumiu o risco de conceber ao se relacionar. Ela teve todo o direito de escolha.

Existem inúmeros argumentos contra e a favor do aborto. Não é minha intenção citá-los aqui. Uma rápida busca na internet e inúmeros artigos podem ser acessados.

Só queria expressar  como nos vejo caminhando a passos largos para desenvolvimento de pessoas mortas por dentro, sem afeto e amor pelo outro. Pessoas que entendem que é mais importante realizar seus desejos a qualquer preço, ainda que este preço seja matar alguém sem qualquer direito de defesa, e ainda por cima amparado pela lei.

Em que nos tornaremos vivendo dessa forma? Ou no que já nos tornamos defendendo este direito?
Nós temos desejado ter o direito de matar crianças em troca de que?  Liberdade de escolha?

A liberdade de fazer o que eu quiser com meu corpo me aprisiona em cadeias aonde a minha alma é completamente destruída.

A gente tem se matado em ser gente. Gente que se respeita, gente que cuida, gente que se importa com o bem do outro, gente que ama.

O aborto mata o que podemos ter de melhor em nós: o AMOR.

Não precisamos de mais liberdade. Nós a conquistamos e não soubemos usá-la. Precisamos de mais amor, simplesmente amor. Ame e se deixe ser amado.
Simples assim.

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