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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

VOCÊ É ALGO ASSIM É TUDO PRA MIM!

Estes dias com dengue tive preguiça de muitas coisas. Queria até pensar em algo pra escrever mas, apesar de não sentir muita dor no corpo, senti uma preguiça danada de fazer qualquer coisa. Queria mesmo era fazer nada.

Hoje, entretanto, me peguei nas minhas observações de cenas do cotidiano.

Às vezes eu presencio umas cenas que a gente fica sem entender.

Na fila do banco 24 horas uma senhora, que não percebeu que era fila única para os três caixas, caminha em direção da máquina que havia liberado. A cliente, que seria  a próxima da vez, enfurecida, profere inúmeras ofensas a senhora em questão.

Daí começa aquele bate boca sem o menor sentido e razão, pois a senhora cedeu à vez  a quem de direito.
Daí fiquei me perguntando: Pra que todo este circo, troca de ofensas e acusações, com várias pessoas observando?
Uma das senhoras disse: é porque ela está bem arrumada e eu não.
Talvez nem seja isso o motivo de tanta ofensa, mas foi a razão encontrada por uma delas.

Isto também me remeteu ao que venho pensando estes dias. Parece que a gente tem que ter uma resposta pra tudo à nossa volta. Grande parte de nós, ao que parece, tem a necessidade de analisar o outro, seu comportamento, julgar se é certo ou não e, se não está certo,  decretar como ele deveria agir pra se enquadrar no que consideramos correto.

Mesmo com poucas informações em mãos, a gente tem um diagnóstico prontinho pra tudo e todos e vamos perdendo a sensibilidade de que quando fazemos isso ferimos, machucamos, ofendemos.

Mas uma outra coisa que percebo é que  andamos pouco preocupados se agimos assim ou não.
Muitos irão ler este texto e dizer...e daí?
Parece meio blá blá blá né?

Eu às vezes acho que a gente está sendo atropelado pela dinâmica do dia a dia com atividades, ações  que nos fazem pensar que temos coisas muito mais importantes que escrever e pensar sobre nossos relacionamentos.

Mas depois de cenas como a de hoje pela manhã, eu pelo menos recupero minha consciência de que vivemos de relacionamentos que mantemos com os outros e que  precisamos ser mais cuidadosos  com estas relações.

Muitas pessoas que demonstram serem fortes e inabaláveis e que agüentam qualquer situação, não o são. Me pergunto se a gente tem vivido um contexto em que somos cobrados em demonstrar sempre atitudes de quem tem algo a dizer, de que temos opinião, de que somos fortes,e que demonstrar nossa fragilidade é ser fraco.

Eu não quero ser forte todo o tempo, nem cheia de razão, nem orgulhosa....nem nada que me afaste do outro ou crie um relacionamento cheio de melindres.
Não encontro nada de tão importante hoje quanto cultivar relacionamentos saudáveis, gentis e de companheirismo.
Não acredito que  somos seres auto-suficientes ao ponto de podermos ser, de fato, feliz sozinho.

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